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No dia exato em que começamos a criar esse site web, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) divulgou em Roma um novo tratado internacional sobre biodiversidade em alimentação e agricultura (assinado por 48 países) para entrar em rigor no dia 29 de junho de 2004. Um bom presságio.
"O Tratado irá assegurar que os recursos genéticos das plantas para agricultura e alimentação, que são vitais para a sobrevivência humana, sejam conservados e usados de forma sustentável e que os lucros de seus usos sejam equitáveis e distribuídos de forma justa."
"Isto é um tratado legalmente obrigatório que será crucial para a sustentabilidade da agricultura", disse o Diretor Geral da FAO, Dr Jacques Diouf.
Oficina sobre sementes na Índia

A maioria dos agricultores pobres do mundo dependem do uso de biodiversidade genética para suas rendas e suas vidas.
Experiência e conhecimento adquiridos em muitas gerações tornaram possível o desenvolvimento e a conservação de milhares de variedades agrícolas que de outra maneira teriam sido perdidas para sempre.
O Tratado reconhece e protege esse legado e desenvolve o princípio inovador dos Direitos dos Agricultores.
Apesar dos esforços dos agricultores, houve uma dramática redução da biodiversidade. Desde o início da agricultura, por volta de 10 000 espécies têm sido usadas na produção de alimentos e forragem. Atualmente apenas 150 plantas alimentam a maioria dos seres humanos e apenas 12 plantas fornecem 80 % da alimentação energética (trigo, arroz, milho e batata já equivalem a 60%).
Alguns dos países mais pobres estão entre os mais ricos em termos de diversidade genética. Ter acesso a uma larga escala de recursos genéticos tornará possível o desenvolvimento de uma maior variedade de produtos alimentícios, o que irá melhorar a vida e a dieta de consumidores em ambas as áreas, rural e urbana.
Nós estamos totalmente de acordo com essas declarações da FAO. Esperamos sinceramente que um dia esse tratado se tornará operacional.
Uma oficina sobre sementes de 3 dias na França
assistida por 80 membros de Kokopelli
Enquanto isso, a equipe de Kokopelli continua a realizar muitas oficinas gratuitas sobre sementes na Europa (França e Espanha) e nos países do Terceiro Mundo: México, Guatemala, Nigéria, Burkina Faso, Senegal, Tunísia, Marrocos, Índia, Sri Lanka... Essas oficinas intensivas duram dois ou três dias e às vezes mais.
Alguns membros de Kokopelli (tais como Monique e Daniel Schmidt) passam alguns meses na África a cada ano, para desenvolver jardins de sementes no Mali, na Nigéria e na Mauritânia.
Alguns membros da nossa rede francesa de cultivadores de sementes orgânicas estão indo para a África para missões de sementes (tais como Didier e Maryse).
A proposta de todas essas oficinas sobre sementes e missões de sementes é certamente a doação de sementes, mas o mais importante é poder ajudar os agricultores a retomarem suas autonomias em termos de sementes: conservar suas próprias diversidades genéticas (quando ainda é possível), produzir suas próprias sementes em jardins ou pequenas fazendas, criar redes de trocas de sementes, criar bancos comunitários de sementes a nível da cidade ou bio-região.
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